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segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Gringo Café

Localizado na sala principal da casa de Tom e Vinicius ( barão da torre e Vinícius de Moraes) mora o Gringo café - um diner nota 10 criado pelo californiano Samuel Flowers .
Seu Flowers ( ja carioquíssimo) veio ao Rio em 2004, encantado pelo gingado da cidade maravilhosa, decidiu abrir a casa. Tudo bem cuidado: da musica Americana dos 60 & 70's que rola na vitrola do iPod, a decoração e otimo atendimento .
Da cozinha saem clássicos das comidinhas da terra do Tio Sam( muffins,brownies,burgers,cheesecakes,macaroni and cheese etc ) tudo bem bom, comandado pela chef carioca Carol Caselli e seus sub-chefs - Marcela Almeida ( a da foto) e André Andrade.



O Cheesecake é de deixar no chinelo os feitos la na matriz do norte!
Gringo Cafe é o voo mais curto entre Rio e LA , detalhe: sem precisar fazer check in !



p.s só faltou o bagle!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

A rabanada do Garcia

 A rabanada do Garcia

A rabanada do Garcia & Rodrigues ja é um Clássico, dia 24 de dezembro os trenós do Rio de janeiro inteiro estacionam na frente do estabelecimento, e tem papai  noel colocando luva de boxe pra disputar nem que seja umazinha a saída  de cada fornada .
O Chef Christophe Lidy acertou a mão e onatal carioca agradece ! 

terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Chico & Alaide

Chico & Alaide, é a versão carioca de Romeu & Julieta, uma paixão conservada no tempero e no fogão, com o coração na ponta da frigideira.
Chico é maratonista, Alaide porta bandeira , eram Pelé e Garrincha do Bracarense, quando tiveram a brilhante ideia de jogar em campo próprio.
Chico e Alaide é o luxo do simples, um boteco de grife, lugar ideal pra quem não agenta mais os “Mc botecos” do rio como: Informal, Conversa Fiada,Belmonte, entre outros.
Os bolinhos de Alaide foram criados pra colocar uma pedrinha no sapato de chefs granfinos como Troigois , coisa fina, o de abóbora com carne seca ( meu preferido) é uma joia rara, bolinho de tutu ,bolinho de abóbora com camarão e catupiry e por ai vai... O camarão na moranguinha também é delirante .
O chopp geladaço é bom, mas com o requinte da cozinha de Alaide é um pecado não ter um espumante brazuca e alguns brancos "high class" pra swingar com a "catiguria"  do casal!


quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Onde a loira mora e a gente namora !



Onde a loira mora e a gente namora


No coração no jardim botânico é onde moram as loiras mais gostosas do Rio de janeiro.
Gibeer é um boteco de cervejas da mais alta categoria, loiras de todo o planeta te esperam por la, ambiente cool ou zaganan como dizem os franceses, tudo cuidado com muito carinho e apreço pelo gente boníssima fiel proprietário, Sir Jeff, que fica atrás do balcão comandando o desfile das popozudas.
Um sitio pra chegar e ficar, deixar o tempo passar e a gelada molhar a garganta.

Comidinhas de fazer qualquer cidadão perder a compostura e cair pra dentro.
Tem loiras pra todo gosto, magrinhas ( drafts) ou encorpadas ( belgas e alemãs ) . Na seleção encontramos as “optimas” tugas : Super bock e a Sagres, as alemas Erdinger
e Paulaner , da Argentina Quilmes a belga Leffe, se o assunto é cerva, prepara o corpinho e se joga no Gibeer, que fica localizado na Lopes Quintas 158, quase na esquina de jardim botânico.




p.s Dadi no Gibeer : onde o melhor músico
do planeta e as melhores loiras se encontram!





segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Comida de Anjo







Fomos convidados  pra jantar na casa do talentoso  Chef Gabriel Carvalho e sua querida esposa Patrícia, a comida do anjo Gabriel  é pura poesia, o post não poderia ser outro!



Tomates cortados deitados em corpo de pão doce
salmão defumado sob a nova e bela mesa
vinhos bem vindos das viagens que ele trouxe
e da cozinha cada hora uma surpresa
uma lagosta tão saborosa como se fosse
uma receita com ingredientes de sua beleza
o amor na sua forma mais natural
uma cachoeira pra fugir do carnaval

a noite começou com um espumante
borbulhando quilates de alegria
um branco de marejar amantes
e um tinto à medida que a noite caia
outro tinto mais precioso que um diamante
Pra brindar a vida com a vida que a terra cria
sua cozinha uma escola de aromas
oferecendo à minha língua seus incontáveis idiomas


Entre cores e sabores
o perfume do limão siciliano
degustando os seus amores
em mesa farta de fim de ano
de sua cozinha saem flores
jardim comestível entre sagrado e profano
ao final com os olhos já enxergando várias camadas
um pavê de bacuri fechando em ouro nossa jornada








Adega boa é adega aberta, garrafa boa é garrafa vazia! :)

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Sushi Leblon – Sake X Vinho Verde



Se as meninas do Leblon não olham mais pra mim, eu uso óculos! ...só um míope com a consulta atrasada no oftamologista não enxerga o Sushi Leblon quando o assunto é peixe cru no Rio de Janeiro. Ontem fomos conferir o badalado restaurante que bomba no coração gastronômico da Dias Ferreira. A alta cozinha das tapas nipônicas.
Pedalando pelas montanhas do Rio, no meio da Mata Atlântica, conheci Carolina (não a musa do parceiro Seu Jorge), uma das simpáticas sócias do Sushi Leblon, e prometi a ela dar uma “caneteada” no estabelecimento pro praquemnaotemnarizempe.



Já tinha em mente pedir as “tapas” de lá, swingando com um vinho verde do Minho, mas ainda daria a última chance ao sake. Havia um verde na carta do SL: o básico e bom Alvarinho Deu La Deu – e fomos nele! Quando a brincadeira começou, de cara já deu pra ver que com o “Deu La Deu”, ia ficar difícil pro sake, bebida boa, mas que eu beberia solo antes da festa, como se bebe um espumante antes de começar os trabalhos. O sake aberto foi o japa Gekkeikan, seco, honesto e bom. O vinho verde, de saída, deixou a bebida do samurai no chinelo! ...de palha é claro. Vai uma sugestão: adiciona na carta do SL dois verdes seríssimos? Oba! Palácio da Brejoeira e Muros de Melgaço – respectivamente Pelé e Euzébio dos verdes.

Antes de chegar ao SL, havíamos ido ver no Tom Jobim a Orkestra Rumpilezz do caboclo mestre baiano Letieres Leite. Composta por vinte músicos (15 metais e 5 percussas), Rumpilezz é a coisa mais original da música brasileira desde João Gilberto – fazendo uma analogia, seria a sensação similar de morder pela primeira vez uma fatia de torô em Tsukiji, mercado do peixe de Tokyo.
Ainda extasiados com os aprontos de Letieres e sua trupe, eu, LM e o simpaticíssimo e talentoso casal de amigos novaiorquinos Lucy Knaus e Michael Kiaer – ela, produtora de moda da pesada, ele, baixista do concorrido Nublu, disputado inferninho cult do East Village – chegamos ao SL e pedi a um jovem (gente boníssima e carioquíssimo) garçom chamado Bruno pra ir trazendo os quitutes pra mesa pouco a pouco. Com o Alvarinho aberto, chegou o já clássico tartar de atum gordo pra dar as boas vindas, ou melhor, as ótimas vindas: servido com ovas de capelim e gema de ovo caipira no topo do fuji, tudo cuidadosamente misturado na hora ao peixe e ao wasabi pelo garçom. O tal tartar – que não é e nem lembra o pouco talento de Tarta, o atacante do tricolor carioca – é mesmo muito bom!

Na sequência, foi chegando o resto do povo: spicy tuna, sashimi de salmão com raspas de limão siciliano, azeite e flor de sal, salmão special crunch (a ideia dos flocos de arroz é muito boa), sushi de fois gras , pros veganos entenderem, seria uma espécie do graal do peanut butter (fica ai então a sugestão de uma versão veggie : sushi de peanut butter!), carpaccio de namorado com pimenta biquinho... até chegar a estrela da noite: sushi de peixe manteiga, fazendo dupla com sushi de ovo de codorna estrelado, tudo finalizado com um toque perfeito de azeite trufado. Aí, meu caro amigo, é de enlouquecer o mais contido ser humano da face da terra. Manja aquele bancário do Banco do Brasil super “bem humorado” que passa o dia autenticando conta? 


Se provar isso, não volta nunca mais pro BB. Naquela hora, eu queria estar num tatame pra comer de joelhos e agradecer muito ao Grande Buda de Kamakura.

Vou voltar ao SL com LM qualquer hora dessas, pouco antes do sunset, levando um Muros de Melgaço debaixo do braço, só pra comer o sushi de peixe manteiga e ovo de codorna no balcão, batendo bapo com o time de craques nordestinos – mostly cearenses - que comandam o cardume.
Sushi Leblon c'est tres bon, como diria o amigo Alain Gouste!

P.S: Entre os notáveis da noite do SL, estava lá o vascaíno governador do Rio Sergio Cabral (não me contive e exclamei quando passou por nossa mesa: Vascoooo!!! – sendo imediatamente retribuído calorosamente pelo cruzmaltino.

P.S 2: Yan Braz, você é o cara!

P.S 3: Ontem foi niver de Paulinho da Viola! Parabéns ao mestre!









Dicas:
O Alvarinho Deu la deu pode ser encontrado no supermercado Mundial num precinho bem amigável. Aliás, corra pra garantir tbm no Mundial uma ampola do otemo Vinha longa reserva Alentejano por 17 pratas .

Vale a conferida no site da Lucy : www.lucyknaus.com
Se for ao Sushi Leblon, se programe pra chegar as 7 da noite, pois depois, vai ter que ficar batendo papo com a bela top model hostess de lá por pelo menos uma hora – o que também não é nada mal! Mas não foi nosso caso, que pena!!!! :)  já que carinhosamente e excepcionalmente, Carolina havia feito uma reserva pro praquemnaotemnarizempe .

sábado, 6 de novembro de 2010

Petit – O polvo carioca do Le vin



O melhor polvo do planeta não é nem foi o vidente alemão da bola Paul: ele mora aqui pertinho de nós. Tão carioca quanto Tom e Vinicius, o Polvo a Lagareiro do Le Vin é coisa séria, de deixar no chinelo as charmosas tascas alfacinhas. Há algum tempo, Alain Gouste me falou do “gajo”, e ontem resolvi voltar pra conferir o bicho.
Le Vin é um simpático restaurante no coração de Ipanema, comandado pelo Chef Marcílio - uma casa mostarda, com arcos coloniais na entrada, mesinhas no salão principal e na varanda, toalhas de mesa quadriculadas em azul e branco e uma bela adega para 2 mil garrafas, acomodada em um dos quartos da casa.



O Sommelier Marcio (uma simpatia de pessoa) nos convidou a entrar na adega. Pra fazer jus ao nome, rótulos interessantes do velho e do novo mundo, incluindo, é claro, uma boa seleção de franceses. Como já sabia que iríamos de polvo, resolvi fazer uma brincadeira com duas castas francesas que eram coadjuvantes no seu país natal, e que chegaram por acidente na América do sul: Carmenére e Malbec, que logo se tornaram protagonistas por aqui - uma no Chile (Carménere), a outra na Argentina (Malbec). Começamos com o já conhecido chileno Don Martino Legado 2007, um vinho simples, mas cheio de swing
e pimenta no quadril, bebemos a ampola com uma tábua de queijos – Cabra, Roquefort, Brie – e o clássico pão criado nas categorias de base da cozinha do Le Vin: um pão divino que vem com manteiga e um paté de fígado de galinha.

Quando chegou a nossa estrela, que carinhosamente apelidamos de “Petit”, abrimos a segunda ampola – um Malbec Pascual Toso reserve 2008 - sugestão do querido Márcio. A harmonia ganhou nota 10, o vinho é tão bom quanto um tango de gardel ou uma trilha de Gustavo Santaolalla, e o polvo “Petit” do Le Vin é o novo "menino do rio".


P.S: Pra quem não se lembra, Petit era o nome do muso da praia de Ipanema pra quem Caetano Veloso compôs “Menino do Rio”.